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Poema 0317 - Saudade

Importam-me as horas,
a pressa de ficar,
joguei fora espelhos que não a refletiam,
abri janelas da minh'alma,
o vento levou a cortina, como sua paixão a minha.
 
Não quero lembrança alguma,
preciso do seu corpo, como do chão que piso,
confesso que não sei ficar sem você,
estou mexido, até o sono se perdeu para os sonhos,
os jamais desaparecem quando seu beijo deixa o gosto.
 
Poderia ser mais louco e buscá-la,
mostrar os desejos já não lhe convencem,
tornaria um amante barato se implorasse,
deixarei seu corpo sentir a falta do prazer que lhe dou,
quando não mais agüentar, traga a paixão, ainda que negue.
Não estou triste por não tê-la comigo, não hoje,
sinto que todos os caminhos nos fazem encontrar,
somaremos tudo: alegrias, lágrimas, tesão... tudo,
até as fantasias que um dia alguém contou,
não sei se foi eu ou você, afinal são nossas fantasias.
 
O tempo é implacável com os amantes,
concedem-nos chances de sonhar, de ir e voltar, pedir,
jamais implorar por um amor que sei estar explícito;
ainda que as velhas bruxas digam que amor é feito feitiço,
proponho-lhe ser amor do meu amor, do nosso amor.
 
Preciso ir, já é dia, mesmo escuro na minha saudade,
talvez coloque nossa música para tocar,
fico assim sem você, já nem sei as horas,
quero lhe ver, mesmo que só nas minhas lembranças,
tenho você assim agora, até depois, ou qualquer dia.
 
10/06/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 07/06/2005
Código do texto: T22810
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas