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Retrato

Um retrato grudado nas mãos
Teu nome preso na garganta
É tudo que tenho de ti
Nesse meu emaranhado de lembranças
Juntei camadas de saudades empoeiradas
Que brotam por todos os vãos
De todas as frestas como planta
Que reguei e quase nem percebi

Nesse retrato me olhas como as crianças
Serenas, porque se sabem muito amadas
E teu nome fica aqui entalado
Querendo escapulir num grito
Da tua boca pedinte roubo beijos
Nos desvarios das madrugadas
Vencida feliz pelo pecado
E tantas vezes teu nome repito
Quando a noite se debruça em meus desejos

Confesso aos teus olhos a minha paixão
No auge da minha amargura
Abraço teu retrato docemente
...só sinto o teu vazio...
A muitos passos do meu chão
Estranho a toda essa loucura
Do meu corpo inconsequente
Angélica Teresa Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Almstadter em 07/06/2005
Código do texto: T22815

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Sobre a autora
Angélica Teresa Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 62 anos
1054 textos (55644 leituras)
25 áudios (3274 audições)
1 e-livros (247 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 02:18)
Angélica Teresa Almstadter