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Mão livre

Não sei porque escrevo,
não sei porque sofro,
não sei porque minto.

Simplesmente há uma força
que me guia a mão
enquanto sinto!

E porquê parar?
Para quê contrariar?
Simplesmente obedeço!
E escrevo, aconteço.

Por momentos sinto-me em mim.
Como se de mim não se tratasse,
e represento alguém que me ultrapasse
neste meu pequeno ser.

E por vezes sonho crescer!
Ser grande por dentro e aparecer.
Deixar transparecer...
Simplesmente quero viver!

Esta ânsia que me consome,
que vive em mim e é disforme
não me deixa permanecer assim,
simplesmente como sou!

E por isso amo,
amo compulsivamente!
E não consigo deixar de amar.

O amor absorve-me
como um simples rio
se deixa correr para o mar!

Olho as estrelas, sonho o céu, e penso!

O pensamento consome
não deixa sentir senão
uma dor que atordoa
à deriva um coração.

E dói!
Dói como se uma facada
me rasgasse a alma
quando me dizes que não.

Quando negas a minha existência,
a minha alma, a minha paz,
o meu sonho, o meu viver…

Simplesmente dizes que não,
e esse teu não faz-me escrever!
Sónia Granja
Enviado por Sónia Granja em 29/08/2006
Reeditado em 29/08/2006
Código do texto: T228299
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Sobre a autora
Sónia Granja
Portugal
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Sónia Granja