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A vida meu brinquedo


Flutuei, tive desejos,
Pensava que era o caminho,
Desloquei a linha do equador
Adveio o dolorido inconsciente

A nuvem que cobre todos os seres
Parecia –me mais próxima
O toque do vulnerável já não existia,
Tudo agora é divino.

Eu invencível?
Eu imortal?
O despertar do imortal,
Faz da vida um brinquedo.

Na veia corre a morte
Do sol vem o desgaste
Na mente rola o que os faróis de milha apontam,
E as caixas de som conseguem alcançar.

Não quero ver!
Não vou escutar!
Nem absorver, eu quero viver!
Meu prumo vai assentar!

Basta! Vá regar os seus jardins!
Jorrar sua água em outro lugar.
Minhas árvores crescem na razão dos céus!
Tudo agora não é divino?

Ah!!!... O profano em mim coabitava.
Transformado, já não há esse outro morador.
As nuvens? São nuvens.
Flores? São flores.
Amores? São amores.
Em mim não há mais temores.

A loucura fugiu porta afora!
Não agüentou, deu lugar ao consciente.
O vulnerável exultou, amou completamente.
O brinquedo quebrou? Não!!! Foi usado plenamente.
 
Denise Figueiredo
Enviado por Denise Figueiredo em 29/08/2006
Código do texto: T228395

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Sobre a autora
Denise Figueiredo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 67 anos
313 textos (14440 leituras)
16 áudios (2928 audições)
5 e-livros (193 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 12:51)
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