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                         Prefácio

"Fui à floresta para buscar a essência da vida;
eliminar tudo o que não é vida, e não, ao morrer,
descobrir que não vivi." Henry Thoreau.

Com esses versos de Thoreau eram abertas as reuniões na sociedade dos poetas mortos. Lembrei-os porque acredito que o importante não é que a sua vida lhe traga conquistas, mas que suas conquistas lhe tragam vida! E que o gostoso não é que a vida seja cheia de surpresas; mas que as surpresas sejam cheias de vida.

Sei que você neste momento está lendo o meu coração, folheando o meu cansaço e, um dia, vai jogar fora a minha mão escrevedora; sei que cada parede que me olha agora na minha casa rachada, testemunha o fato vazio fantasiado por palavras que agora você lê. O meu poema é um fato vazio que no momento em que você está lendo se enche do seu olhar, das suas dores, do seu riso... Meus versos são a minha tranqüilidade sonhada e meus espantos reais juntos na sua mão, diante dos seus olhos e cheios de você: a perfeita comunhão do que você é com o que eu não sei que sou. Mas SÃO. Meus versos SÃO! Meus versos são mais que eu. São mais que nós. Assim como os seus. Meus versos, seus versos, não morrem. Nossos versos são a nossa tatuagem na vida... até na vida dos outros.


“Se um homem escreve bem só quando está bêbado dir-lhe-ei: embebede-se. E se ele me disser que o seu fígado sofre com isso, respondo: o que é o seu fígado? É uma coisa morta que vive enquanto você vive, e os poemas que escrever vivem sem enquanto”. Fernando Pessoa
Iguaçu
Enviado por Iguaçu em 30/08/2006
Reeditado em 28/09/2014
Código do texto: T228454
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Iguaçu
Nova Iguaçu - Rio de Janeiro - Brasil
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