Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Oferta

                    Oferta







Quando a minha imagem se agigantar
Em painéis de publicidade duvidosa
E o meu nome se comentar
Em salões e noticiários enganosos
Saberei então ter sido vã
A mensagem que pretendia sã
E que deturpada se perdeu
Na bruma espessa das manhãs.


Quando de muitos porquês
Ignorar o porquê imperativo
Cuja resposta inflama
As mentes dubiamente importantes
E que por promessas vagas
Se perdem em questões insignificantes
Saberei que foi em vão
Ter exposto o coração
Ao verbo interventivo como forma de expressão.


Quando esse quando for passado
E ficar como resultado
A angustiante sensação de inutilidade
Ir-me-ei sentar
Ao balcão do bar da fatalidade
Bebendo os vinhos da inevitabilidade
E desperto da embriaguês da ilusória utopia
Mergulharei nos vapores do néctar que alivia
A dor de não ter sabido dar de mim
Mais do que uma débil alegoria.




Moisés Salgado

alestedoparaiso
Enviado por alestedoparaiso em 30/08/2006
Código do texto: T228825

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (nome do autor). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
alestedoparaiso
Portugal
209 textos (4174 leituras)
38 áudios (1068 audições)
2 e-livros (28 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 02:43)
alestedoparaiso