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Do amor doído à mais doída saudade

Condene-se ao martírio do indizível,
esse, do amor como uma chaga exposta;
corra, voe, insista querendo uma resposta,
mesmo que ela more perto do impossível...

Ao viajar do deserto-nada ao crível,
onde a dor mais dor no amor se posta,
finja que percebe o que ela não mostra
e exulte, como quem detectasse o invisível...

Faça isso. E purgue. E chore. E impreque
e, se nunca pecou por duvidar, peque
pois, no desespero, maldizer nem é pecado...

Pelo cavalo, seja o rei colocado em xeque,
encharque-se do pranto nunca antes chorado...
depois, silencie, retempere, arda... e seque...
Marinhante
Enviado por Marinhante em 31/08/2006
Código do texto: T229595
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Sobre o autor
Marinhante
Rio Grande - Rio Grande do Sul - Brasil, 73 anos
114 textos (1409 leituras)
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