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O MASTIGAR DOS AFETOS

Nasce o poema entre o beijo
e a noite mal dormida.
Nasce o poema no cansaço
de tantas saudades.
Nasce o poema gargarejando sangue.

Poema com sono e com medo.
Sono dos que sonham o encontro.
Temores dos que sabem das perdas.
 
Assim o poema vem ao mundo:
doce mastigar dos afetos.

E solfeja em mim a notícia
de que estás viva, mesmo
que te proteja o silêncio.

– Do livro BULA DE REMÉDIO, 2006/2009.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/229988
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 01/09/2006
Reeditado em 08/07/2011
Código do texto: T229988
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 71 anos
2885 textos (772167 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/11/17 11:27)
Joaquim Moncks