Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Barata Morta

Ali no canto porta
Jaz uma barata morta
Patas e patas tortas
Espalhadas até por baixo da porta

Agora que a barata é morta
Posso dançar por cima dela
Mata-la e remata-la
Quantas vezes meu nojo mandar

Agora que tens as pernas tortas
Agora que estas com as pernas soltas
Já não podes mais andar
Agora que a barata é morta

Não passa de um nojento envelope
Sem endereço, sem remetente
Fina de ser pisada
Murcha de ser vazada

Agora que a barata é morta
A formiga não faz a volta
Refestela-se das vísceras
E das pernas soltas

Agora que a barata é morta
Não tem mais pressa
Não tem mais medo
Calmamente aguarda o vento caixão
Fabio Damico
Enviado por Fabio Damico em 01/09/2006
Código do texto: T230097
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Fabio Damico
São Bernardo do Campo - São Paulo - Brasil, 55 anos
120 textos (1502 leituras)
2 e-livros (59 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 18:44)
Fabio Damico