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Meio Magia

Coisas surpreendentes
abarotam as coisas de
qualquer um.
Coisas instigáveis
corroem o passadiço
da memória.

Coisas admiráveis
calistam os homens
e o levam do início
ao fim, num passadiço
de mágica infantil.

Se a vida é assim,
então tudo é tão rápido
como a luz;
ávido ímpeto nos domina!

Sou o provável de amanhã,
prato feito de dúzias de
papel sem valia,
latas vazias,
lapidadas por sombras!

Cerceio meu destino,
o apaziguo,
torno-o fácil
e contornável.

Lança-o às pessoas
de pouca fé,
pecadores sujeitos,
e andarilhos,
impessoais.

Imploro que da máscara
que nos cobre de auguros
e simpatias que mergulham
no mais fundo abismo, leve
todo o meu corpo.

Sinceridade não basta,
tudo é corrosivo
tudo é feito com pregos
e cinzelado de armaduras
de vestas impessoais.

Tudo escorregadio
e tudo crescido.

Mágoa sem tamanho!

Os homens estão passando
como passam os bondes indiferentes,
como passam os nobres acetinados,
todos
com atendimento personal.

Não mais os alcanço.
Quando vou procurar a esperança,
encontro retenções.
Fico na faixa da esquerda,
numa estrada sem informação

Sou adicional e cheio de pontos.
Agora que a vida mostrou do que é capaz
passo a ser canto internacional
dos desabrigados e sem memória.

Os que morrem a cada hora
deixam apenas lembranças
tão passageiras e ralas
que o tempo - impessoal -
trata de ir apagando.

A esse tempo me nego!

E se é assim,
faço por chegar.
Que venha a tralha,
o buliço e a corda.
Que me levem também!

De que vale tanta terra
semeada só de solidão ?

Foi quando a vida me deu um desbote!
E me levou pro fim de seu mundo
que é do tamanho de um pequeno
coração amargurado.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 01/09/2006
Código do texto: T230345
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel