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Seu Manoel, Bom de Mel

Não tem muita lógica
eu viver de varanda,
e você só de passeios,
a passsos largos,
na roda de meus anseios.

Fico quieto porque
não sou homem de rodeios,
sou fincado e aprendiz,
sou atiço e alheio.

Mas não fica bem
você costurar meias
enquanto meu coração
lampeja como tochas quietas e
aladas nas mãos de vários
arqueiros.

Sou simples e só cativo
na falta de lógica:
se ela pende prá um lado
vivo eu de outro.

Alguns dizem que não
posso fazer assim,
mas faço de aguardente
em punho!
Afinal esta mulher é minha
e a seguro até com unhas
até bem rentes!

O tempo passa,
sei que falta lógica
em tudo que nos cerceia,
falta pulso em tudo o que nos
rodeia: é tudo igual.Ninguém meneia!

As pessoas resolveram ficar
iguais.
As coisas desaprenderam a andar
Os homens quando não saem a noite
prá namorar
vão dormir sonhando em como arredondar
várias solidões
que moram em casas alheias!

E assim é a vida
Eu aqui,
ela lá fora.
Isso toda hora!

Eu, com minha saudade.

Ela, pensando no outro
homem dela: o seu Manoel,
homem grande e viril,
chegou até coronel!

Homem dela,
homem que só vive de tonel
ou uma taça de vinho
com mel.

José Kappel
Enviado por José Kappel em 01/09/2006
Código do texto: T230353
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel