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Traços da Hora

Sou fraco e de dor,
não lampejo num lugar só;
sou fruto
dos ambiguares e
dos não feitos.

E disso tenho certeza!
Me procuram às cinco
e depois das horas!
Mas nunca estou.
Fugi num trem solitário
juntinho a praia
que nunca vi.

Minha faixa de idade:
o cartório
nem quis saber.
Falaram: este é multicional.

Então sou colorido
tempo de coisas leves
Vejo as mulheres e digo:
isso é tempo dela!

Por isso eu não sou eu;
sou apenas traço dela,
se ela tem algum traço
só se chama saudade o que nunca pus
a mão.

Dolorido, estou!
Mas que de adianta:
sou o contrário das horas
pois enquanto ela avança
eu só fico de ranço...!

Aprendi a amar
nas coisas infinitas!
Quanta graça:
O amor morre por lá!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 01/09/2006
Código do texto: T230364
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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