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Solidão Sem Vestir

Comercializo castelos
de fácil angústia.
 
Permeio pedras
e entre todas sou o
primeiro.
 
Não me rejubilo do feito
afinal às 10h da manhã
tenho a vista panorâmica
do que seria nós dois
se vivessemos prá se
encontrar.
 
Sou executivo, poliglota
falo línguas de várias
angústias.
 
Tudo circunstancial:

se eu fosse inteligente
ganharia você logo de frente.
Mas não sou.
Sou rede de viagens:
uma aqui,
outra ali.

Faço cruzeiros
por dentro de sua alma.

Telefone não tenho.

Pois, advinho onde você
abonece.
 
Deve ser no coração de
muitos poréns.

Paciência.

Não sou de ferro.

Fui criado na mansidão.

E adianta clamar por seu coração?
Mas não esperava que,
um dia, você fosse
por além de alguém,
e vivesse nele,
como ferro e malho
de minha ânsia sufragada
no além de tanta solidão.
 
Quero falar por você,
viver sua vida,
ser simples,
igual a
pacote de pipocas.
Mas a vida não quis
assim.

Quis você de um lado
e eu, mil léguas,à frente
de seu paraiso.
 
Então ficamos combinados:
você lá e eu aqui:
tudo sem sentido!

Depois não me perguntem
por mim.

Minha Solidão Ninguém Veste.

Desapareci entre os laços
de seus dedos.
 
Mas sua ânsia e segredos
lá carrrego comigo.

Um dia, quando perguntarem
de quanto eu gostei de você
diga lá: um século
à frente!

É minha solidão
de procurar alguém igual a você
e só encontrar roupas iguais
que vestem toda mulher
mas a minha não veste!

José Kappel
Enviado por José Kappel em 01/09/2006
Código do texto: T230366
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel