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O vento espalha e a chuva leva

chuva adianta
ainda mais quando o solo está árido
é chovendo que o pó vira barro
que o seco desanda
assim como
é falando que se engatam os assuntos

se falta fala
jogar conversa fora
seria melhor usar tempo para tanto
muitas vezes nessa hora
se deixa o vento levar tudo/ espalha
por besteira/ televisão/ intriga.

idade não me espanta
que chegue
não é isso o que subtrai
que espanta o  quente
o que é não sei
talvez falte palavras certas
mais movimento/ reconquista
recuperar o perdido
o que ficou pelos cantos
no imenso canto que se cria
e ali se esquece coisas boas
quem sabe um monte de assunto
o não dito/ o não feito/ o necessário

gavetas do passado gritam/ as vezes mágoas
o que não se diz/ dito
as mãos perdidas no movimento do mundo
as vozes embaralhadas da cidade/ buzinas
o agito/ trabalho

chuva adianta
chover no molhado é sempre preciso
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 01/09/2006
Código do texto: T230574

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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