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Nome Sem Pai

Apesar de ser difícil,
consideravelmente difícil,
tão difícil que se morre de
dar dó.

Sigo meu caminho orvalhado
de pedras e trilhas,
procurando luzes que perdi
horas que sobrevivi,
tempos idos,
remorsos de homem.
Por falar assim parece que
até onde não fui,
já andei.

Dito assim surge a louca
idéia de que a probreza
espiritual,
a comodidade carnal
a voluptosidade do dia-a-dia,
são fatos corriqueiros
e de todo possível
de sobreviver
dentro do meu caos.

Que até hoje nem nome deram!
 
Mas não é ruim assim:
já fui até de vesgo
e indiferente,
particular,
falho de amor,
correndo de uma lado
prá outro,
com grilhões grudados aos pés.
 
Até lá escravo pareço - bem pensando!
Apesar de não ser coisa
para se falar em família,
pois família não é bem de se ligar
prá correntes ou elos,
a não ser que haja vintém,
em algum centenário.
 
E por mais não dizer,
isso tudo, é prá remoer
uma pouco das horas,
do além tempo,
que até hoje,
impávido e corcel nada mais fiz
do que me me levar sempre para o escuro
cujo nome é pai.
 
E,agora, perguntem se tem alguém mais
Nepal do que eu. Aquele,
- Feito de papel?
José Kappel
Enviado por José Kappel em 03/09/2006
Código do texto: T231491
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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