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Pequena Ode Às Núpcias Alquímicas de Christian Rosenkreuz

Pequena Ode Às Núpcias Alquímicas
de Christian Rosenkreuz
“Que todos nós possamos ir ao encontro da grande revolução mundial que se aproxima, ao encontro da manhã da consecução”. Jan Van Rijckenborgh
“Calmo na falsa morte a nós exposto,
O Livro ocluso contra o peito posto” Fernando Pessoa.
“Até aqui explicamos os fenômenos dos céus e do nosso mar pelo poder da gravidade, mas ainda não designamos a causa desse poder” Isaac Newton.

1.
Vem a tempestade em fúria,
Vêm os ventos tão uivantes,
Minha cabana sem luxúria
Treme como nunca dantes
2.
Dá-me a virgem um convite,
Surgida da intensa névoa,
Sou levado, um que se admite,
No rumo da lei que elevo-a...
3.
Por uma corda dos céus
Subo agarrado e tenso,
Descubro lindo broquel
Encontro um mundo imenso...
4.
Se me vejo em quatro rumos,
Qual é o caminho certo?
O acaso de um vôo, presumo,
Me leva aos portões abertos!
5.
Brilham seis lanternas vivas,
Eis me ao templo em julgamento,
Diversa é a sorte aos convivas,
A minha é o conhecimento!
6.
Na balança, sete pesos!
Para pesar a cada alma...
A cada alma um contrapeso,
E à minha vez vale a calma...
7.
Vejo o Unicórnio, o Grypho,
Vejo a Pomba e o Leão,
Vejo a Fênix, leio os glifos,
Vejo a Águia e o Falcão!
8.
Ando no palácio real,
Conheço a biblioteca,
A câmara sepulcral
A dúvida se disseca...
9.
O tear que a tudo tece...
Procuro meu país no globo,
O temor se arrefece,
Sou às vezes qual um bobo!...
10.
Virgens lindas ciceronam
Os mais convidados cá...
Nossas almas se impressionam
Da Alquimia que aqui há...
11.
Troco minhas roupas, novas!
De adorno um tosão de ouro!
Temo ante as vindouras provas,
Mas já não sou só um calouro...
12.
Abre-se uma Escada Real
Que sobe aos outros andares,
Em espiral ao atro nupcial,
A novos humores e ares...
13.
Nessas núpcias mais herméticas,
Faço par com virgem azul,
Amores cá são magnéticos,
Une-se o céu ao norte e sul...
14.
Na casa do Sol se faz
A rica apresentação
Du’a peça teatral loquaz
De símbolos em canção...
15.
Numa cena preparada,
Seis reis são decapitados,
Suas cabeças são guardadas
E os corpos sudarizados...
16.
Em seis navios aportados
Seus esquifes ali postos,
A nós, se dá o tratado
De trazê-los recompostos!
17.
O trabalho jaz à Torre,
Em múltiplas operações,
E se o tempo logo corre
Em fogo e calcinações...
18.
Se descobre duas mortes
Da primeira é só a matéria,
Da segunda há consorte
O espírito em luz etérea!...
19.
Assim, em grã ato gnóstico,
Uma nova ressurreição,
E o final vero diagnóstico
É que o Sol é o coração!...
20.
Eu sou Christian Rosenkreuz,
Cada um de nós pode o ser!...
Quem já descria agora creu...
A obra atua em seu poder!...
21.
O que é mágico e belo,
Na íntima composição,
Dum encadear de mil elos,
A busca da última razão...
22.
Vejo estranhos sinais,
Traduzo-os com paciência,
E a lei descubro, ademais,
Por ter fé nessa ciência...

Jayro Luna
Enviado por Jayro Luna em 03/09/2006
Código do texto: T231615
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Sobre o autor
Jayro Luna
São Paulo - São Paulo - Brasil, 56 anos
97 textos (48030 leituras)
12 e-livros (1726 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 22:14)
Jayro Luna