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contratempo

da vez última, teu corpo era dor
à face, os olhos como cálices
contidos das pupilas em desalinho
prestes a lacrimarem num cristalino antigo
como o olhar de menino perdido...
deitei tua dor entre as mãos
acalentei a tremura, ninei tua angustia
junto a minha e aqueci o teu frio
ao calor fraterno deste peito
e percebi, em teus cabelos,
que alvura estava ali, a envolver
o desassossego do teu pensar
que doía, à volta da manhã solitária

vi o amor minguar em tua face
e a alma, saindo-te pelos olhos

à janela entre aberta
o retrato do ocaso, no horizonte,
em declínio

ficaste para sempre
antes do pôr do sol

...


.
marcia eduarda
Enviado por marcia eduarda em 04/09/2006
Código do texto: T232111

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Sobre a autora
marcia eduarda
São Paulo - São Paulo - Brasil
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marcia eduarda