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SERENA MULHER

Serena mulher
réstia de luz no olhar
reluz,
infiltra sem licença qualquer,
envolvente fulmina, ilumina,
um instante distante,
sombrio,
esquecido na vereda
de um sonho vazio;

Serena mulher
tépida aragem no céu
da coragem e da paz,
sopra, ecoa, ressoa
a serenata fugaz,
descobre, toca e desnuda
meu íntimo,
que vaga perdido na bruma
espessa,
carregando a mágoa
que não pára nem cala,
mas essa mão tão amiga
acalma a sangria da alma;

Serena mulher,
desterra da masmorra
impensável
as correntes de aço
do meu coração,
serenamente sem barulho sequer,
arrebenta os grilhões
torturantes, sufocantes,
hermeticamente fecha o portal
do passado,
corre no tempo sem tempo,
descortina o futuro sem medo,
procura
e murmura na brisa da vida:

"acorde cedo poeta, desperte pra vencer,
teu pranto se foi no encanto
da poesia de um novo amanhecer".

E assim, sob o azul do céu
sem licença qualquer, pincelou
uma pequena estrela, que cintilou
na imensa tela do universo do verso.


Andrade Jorge
08/12/2004
direitos autorais registrados
Fundação Biblioteca Nacional RJ


ANDRADE JORGE
Enviado por ANDRADE JORGE em 04/09/2006
Reeditado em 08/09/2006
Código do texto: T232352

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Sobre o autor
ANDRADE JORGE
Jundiaí - São Paulo - Brasil
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