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Hecatombe

Das areias os fungos emergem.
Devoram a carne podre em sofreguidão
E os cabotinos adoecem.
Têm a pele em lepra e devassidão!
Quem julga o sortilégio dos abutres?

De nervos, o pus coagula os infectos,
Da bílis a hemorragia se alimenta.
Um cheiro acre invade feito a peste,
Decompõe a carcaça sem vida.

A beleza oculta da impregnação,
Tão fétida quanto a moléstia.
Ofereço-te uma hóstia de sangue!
E da tua doença pútrida,
Embriago-me ao bel prazer.

Resto e néctar de uma hecatombe,
Agravam os gritos silenciados
Pelas pancadas inertes...

Humberto Amorim
Enviado por Humberto Amorim em 04/09/2006
Código do texto: T232727

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Sobre o autor
Humberto Amorim
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil
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Humberto Amorim