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Traição


E agora aqui estou,
às lágrimas,
e creio que abandonada.

Passei o dia em desespero,
sem saber o que fazer.

À quem recorrer?
Caminhos interditados,
trilhos queimados
e eu ali, impotente.

Tentei usar o telégrafo
para avisar minha ausência,
mas não funcionou.

Enviei um mensageiro,
disse que iria ligeiro,
mas também se demorou.

Quando enfim abrem-se as estradas,
vôo em disparada,
chego quase sufocada
e não vejo mais ninguém.
Só vozes magoadas,
despedidas amargas,
foi só o que encontrei.

Então vem a voz querida,
dizendo que ainda me quer,
mas não sei porque,
abre uma ferida,
dizendo que na noite passada,
saiu por aí na estrada,
com outra lua qualquer.

E ainda tem a coragem,
ao falar desta paisagem,
que era bela a imagem,
que via naquele universo,
inteligente aquele astro,
que curtiu para valer.

Acho que já fui trocada,
antes da primeira vez,
nunca vi lua mais azarada,
do que esta que se aqui se vê.

Agora nem sei o que faço,
a não ser desaparecer,
ou então pegar o laço
e pedir para morrer.

Maria
Enviado por Maria em 05/09/2006
Reeditado em 05/09/2006
Código do texto: T233041
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Sobre a autora
Maria
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
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