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Súplica carioca

Cristo, Redentor que Sois, aposto no Morro do Corcovado,
Deixai tranqüila toda beleza desta linda cidade
Fazei florescer cada vez mais o verde do Mirante
Que antes era apenas matagal, não escondia
Improbidade e era só delírio sem previsão do mal.

No morro do Vidigal, onde havia felicidade...
E bonanças tudo  era normal, a vida era um paraíso...
Cheia de esperança e cercada de bondade
Espaço ilimitado às andanças até do sobrenatural.

E, “O bondinho rangia nos trilhos a muitas léguas de distância...”;
No Pão-de-Açucar ouvia-se marulho vindo do mar
E da Rocinha se via a mãe-d’água na areia a esbravejar
Ensinando o filho, nas turbulências, como navegar.

Arpoador e dor só mesmo a rima havia, o amor não era valia
Assim os ancestrais diziam e a história nos livros registrou.
A poesia era a luz do dia. Copacabana, casas e choupanas...
Tinham o mesmo valor e na literatura Carlos Drummond de Andrade
Foi mestre e permanece sentado à beira da praia o mesmo doutor.

Homem de Deus que em seus poemas falou de Faraóis e Fariseus
Onde de tudo continua um pouco, o bom e o louco, que hoje
Andam escondidos no campo da maldição, tem nome e apelido, o doido Varrido, que visando seu objetivo coloca-nos em campos de Concentração.

Cristo, Redentor que sois, olhai o irmão que vem do Norte e Nordeste...
Todos, enfim, o turista repleto de felicidade que ao visitar esta cidade
Tua beleza atesta para o mundo ser mais repleto de amor sem fim
Dai-nos paciência e se clemência vos sobrar, Senhor, tendes piedade de Mim!
R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 06/09/2006
Reeditado em 06/09/2006
Código do texto: T233811
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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R J Cardoso