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Sangria

O silêncio é como a neve.
Deixa seus flocos cairem
congelando o mundo
Mas, quando ameaça
enregelar-me o sangue,
faço a sangria..
e o verso espalha-se
tingindo de vermelho intenso
a branca paisagem.

Rápidamente e com leveza
o poema recompõe-se.
Disfarça a neve do silêncio
limpa o vermelho sanguíneo..
Depois modula a voz,
para que a mensagem
do sentimento chegue
sempre amparada na razão.
Não é agora, depois de ter
plantado algumas flores
no árido deserto,
que o poema morrerá
nesse estranho frio
fora da estação.

2005









Mareluz
Enviado por Mareluz em 08/09/2006
Reeditado em 08/09/2006
Código do texto: T235281
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Sobre a autora
Mareluz
São José dos Campos - São Paulo - Brasil
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