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Apaixonada por um sonho...

Apaixonada por um sonho,

Me descubro assim,

No auge do entendimento.

Do que seja essa melancolia...Essa tristeza neste dia.

Abstrato amor, utópico sentimento,

Que abraça meu ser

E me faz pensar bobagens,

Me faz dormir tão tarde,

Envolta em mil imagens...

Corpos nublados...Abraçados.

O frio se apodera da minha alma,

O calor, do meu corpo.

Absurda essa lascívia...

Vontade de uma boca, uma língua...

Por vezes penso estar enlouquecida!

Despida da vergonha,

Choro minha sorte,

Ardendo, em chamas nessa cama.

Tendo como amante a brisa da noite,

Que no seu açoite, acaricia a minha solidão.

Tentando com sua suavidade,

Aplacar a explosão do meu desejo,

Meu sexo, vulcão em erupção...

Lua, testemunha da angustia do meu olhar...

A necessidade de compartilhar momentos...Tormentos

E me vem lembrança, um sorriso capcioso,

Sensual...Tão distante do real...Virtual?

Que faça intenso meu sonhar...

Utopia, minha verdade é estar sozinha,

Tenho um corpo para aplacar o meu delírio, sim e daí?

De que me vale, se antes sem remorso

Castiga com algoz minha emoção,

Dilacerando meu coração...

Pois não entende as vertentes que seguem minha alma,

Não se arrisca a sonhar com o infinito,

Não percebe o azul, num tom degrade,

Sujeito a nuanças, logo apto a mudanças.

Quero algo concreto no estar, abstrato no sonhar.

Um homem que beije de perto,

Meu corpo, minha alma...

E no desbravar de sua língua,

Eu esteja irremediavelmente perdida!

Que faça meu corpo queimar,

Ao me tocar, ao me invadir, e se apossar,

Do meu sonhar... De mim!

E mesmo assim, que me sinta livre,

Para voar, e ser como o mar

intenso e eterno no seu ir e vir.

Que seja suave e forte...Grande, não precisa ser no porte.

No seu amor, no seu ardor...

Persistente, na sua busca pela felicidade

Simples e perene como o nascer do sol,

E me dê a certeza de sua beleza,

A grandeza de uma alma transparente,

E um sorriso entre duas lágrimas,

Compartilhados sempre, mesmo quando ausente

Dominando, dominado...Numa troca sem pecado

Soberanos entre quatro paredes...

Divididos entre o tesão e a ternura,

Sem deixar a luxúria ultrapassar a medida certa,

Da  delicadeza do nosso sonhar.

Sei estou, apaixonada por um sonho...

Onde a vontade de viver,

Rime sempre com prazer... vontade de amar!

A tristeza faz-se minha companheira,

E meu soluço tem nome brando e desconhecido,

Que ricocheteia no meu pensamento,

E vai com o vento, em forma de verso,

Em forma de canção,

Namorando os de Verona,

Envolta em brumas e ondas suaves,

Nua, na madrugada,

Sem pudor, só a dispor, do amor...

Assim como estou,

Apaixonada por um  sonho, uma ilusão,

Pulando de estrela em estrela,

Em busca de uma paixão!



Observadora
Enviado por Observadora em 08/09/2006
Reeditado em 08/09/2006
Código do texto: T235435
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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