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Nem mesmo estas palavras...

Quando se delineia a poesia
sempre penso
em algum amado poeta
que lá ficou pela estrada
como um fantasma...
E a empolgação domina
porque em meio à poesia
que sonha ser poema,
algo muito maior que eu
parece surgir do nada...
E  o que seria um traje vulgar
na banalidade do dia-a-dia,
no faz-de-conta do verso
finge cair tão bem
como um vestido de gala
em dia de première.
O que custa, então,sentar-me aqui,
mesmo cansada ou desmotivada...
e deixar que falem por mim
esses versos que se auto-escrevem?
O que me custa isso?
Quase nada...Só um desafogo...
Mas também um vago sentimento
de remorsos
por tudo que deixo de ser
ou de falar
e, que só a poesia diz,
entrecortada.

Ah.. não fossem esses fantasmas
que rondam todos os intervalos do silêncio
declamando seus versos,
nem mesmo estas palavras restariam.

(escrito em 2005)
Mareluz
Enviado por Mareluz em 09/09/2006
Código do texto: T236346
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Sobre a autora
Mareluz
São José dos Campos - São Paulo - Brasil
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