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Sombras

Sinto que me olhas
Que me observas
Na espera de um sorriso
Na súplica da ternura

Sinto que me olhas
Que me observas
Com febre de esperança
Do palpitar contente

Nada posso dar-te
D’um coração atormentado
D’uma vida sem essência
D’um existir  desafortunado

Nada posso revelar
No borbulho da mágoa
Na indefinida dor
Da louca alma amaldiçoada

Nada deseje da sombra
Se não a caminhada sem próprio rumo
Se não seguir no escuro
Sem voz e sem vontade

Qualquer que seja a profundidade
Do tétrico desatino
Do poço sombrio que se aproxima
Nenhuma razão d’alma será
Doutra cor que não sombria

Assim é a alma sem luz
Que vaga na sombra sem lembrança
Que ruma sem destino
Por qualquer caminho
Sem qualquer opção
Por não mais ter coração.
selene
Enviado por selene em 09/09/2006
Código do texto: T236479
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Sobre a autora
selene
Itapema - Santa Catarina - Brasil, 53 anos
36 textos (1983 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 09:47)
selene