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Sarau dos Vampiros

Uma prosa feita em sangue
Cantada num corpo langue
A melodia nas trevas ecoa
E um corpo lívido ri à toa

Um copo de vinho vão desfalece
Uma orgia bacante ri e se esquece
A harmonia mais doce deste sarau
Um rit’orgástico e um poema final

Uma poesia de marcas fúnebres
L’ orgie et les ténébres
Um rito sarcástico a um pobre jogral
Palavras n’escuro em tom carnal

A festa tão sórdida em negras fantasias
Provai do vinho rubro as maiores delícias
Um silêncio interrompe a noturna liturgia
A carne reclama o prazer que outrora sentia

Festa do vinho, da música e do pão
A morte goza no amor, seu irmão
Uma fantástica e serena morbidez
Macabras sinfonias em tons de lividez

Sodomitas indomáveis, desejo infinito
Sob o sol da morte, um deleitoso delito
O final do rito: vida, morte e prazer

Nada sobrou desse homem p’ra ele viver
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 09/09/2006
Código do texto: T236522

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 32 anos
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6 áudios (1607 audições)
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Fabio Melo