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Sentimentos enterrados vivos

Minh’alma descansa dentro desse catre
Num macabro êxtase ela se deita e morre
Aos sons de uma orquestra de tom acre
As melodias que dos prantos escorre...

As horas voam nas asas divinas do ócio
Num limbo intangível de sofrimento
E um amor jaz gelado na tumba do ódio
Que morreu agonizando nas trevas do relento

A luz do silêncio presa em corrente, alento
Uma visão infernal recai sobre eles, afinal
Viveram em mim em casa momento
E hoje lapelam meu cadáver em tom funeral

Dessa merda toda nasceu um âmbar melódico
Vindo do ódio enterrado e do amor sepultado
Um velório não tão longo, mas nem tão cético
Meu amor jaz em mármore enterrado...
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 10/09/2006
Código do texto: T237238

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 32 anos
799 textos (255462 leituras)
6 áudios (1607 audições)
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Fabio Melo