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Sóis das galáxias (onde há felicidade...)

Na gota da água, no sóis das galáxias, no vento da praça, na pedra do rio.
Conversa que roda, na lua cinzenta, na areia da duna, nos olhos de Lia.
Eu lia um livro de prédios e nuvens chovendo aqui dentro. Um vento.
Na noite calada, na chuva mendiga, no escuro de céu... firmamento.

A tinta vermelha, o branco das aves, o verde dos olhos, cantiga.
O pé de menina, caminhos sem volta, andar que não pisa, artista.
O sol da janela que bate lá dentro, então eu me lembro que ainda há dia.
A noite que vaga no beco, na rua, estrelas que dormem, não há melodia.

A mão que desenha, a boca pequena, papel recortado, cinema.
A mão que umedece, cabelo castanho, o ar que suspira, poema.
A dor que não dói, o canto da alma, a voz que penetra, silêncio.
A rua de pedra, o peixe da praia, café na varanda, entendo.
O sonho liberto, o canto do mundo, criança que pula, candura.

Josué Mendonça
Enviado por Josué Mendonça em 10/09/2006
Reeditado em 12/09/2006
Código do texto: T237271
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Sobre o autor
Josué Mendonça
Salvador - Bahia - Brasil, 36 anos
52 textos (2263 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 19:22)