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Sermão aos porcos

Porcos gordos na lama jazem deitados
A sorrir dos erros que sempre cometeram
Deitados no lixo que até a pouco comeram
Chega! Paro tuas ordens agora!

De que adianta dar ao porco rimas corretas
Se no final ele as vomita e as enterra
Na lama ignorante de seu flébil paladar
Como um pedaço de bosta a cagar...

Para que lhes dar uma poesia lírica
Se há de comer-lhes com a comida
E depois esbravejos arrotar
Na minha cara, a reclamar

Por que deveria te dar sonetos completos
Com suas duas quadras e dois tercetos
Se depois de deglutir até empanturrar
E assim, então, suas letrinhas peidar?

E darei ao porco algo que ele nem coma
Um poema que não jogue no seu cru lixo
Sem as palavras polidas e nem formas
Para que ele as jogue da sua comida fora...
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 11/09/2006
Código do texto: T237295

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 32 anos
799 textos (255483 leituras)
6 áudios (1607 audições)
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Fabio Melo