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Prece ao Deus Verme

[último alento de um descrente]

Verme sacro abençoai este templo tão pútrido
Onde cantaram e sussurraram elegias
Com sangue celebraram doces orgias
Aqui onde foi sacrificado um dogma estúpido

Verme faminto devorai minha carne impura
Onde jazem os gozos de prazeres ocultos
De mortes famintas de desgostos e lutos
Onde em vão eu busquei a razão na loucura

Verme nefando celebrai sob o sangue impotente
De um Judas Messias morto condenado
Ser dormente preso na dor e crucificado
Do cálice de latão bebi a escória mais imponente

Abençoai verme santo minha vida finita
Minha face com medo da cruel verdade
de despir das trevas uma má divindade

Não duvido de ti, verme parasita
Minhas crenças tuas crias comem
Amem.
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 11/09/2006
Código do texto: T237301

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 32 anos
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Fabio Melo