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QUANDO A ESPERANÇA FENECE

Quando a esperança fenece
a estrela torna-se cadente,
e a linha do horizonte escurece;
Quando a esperança fenece,
é tempo de frio,
é fogo sombrio que não aquece;
Quando a esperança fenece,
resta o vazio, o nada,
a emoção emudece,
a alegria entristece;
Quando a esperança fenece,
nasce no parto da dor, a angústia,
a solidão bate, aparece;
Quando a esperança fenece,
perde-se a consciência e a fé,
numa oração sem prece;
Quando a esperança fenece,
 a vida se retrai,
e do amor se esquece;
Quando a esperança fenece,
o luar perde o brilho,
a luz do sol não permanece,
esconde-se no nevoeiro da desilusão;
Quando a esperança fenece,
num caminho não percorrido
a distância da felicidade cresce;
então pare e pense,
ainda que seja por um fio,
não a deixe perecer,
pois quando ela renasce,
numa fina réstia de luz,
pequena centelha que nos conduz
para um mundo de novas cores,
o sombrio desaparece no alvorecer,
o sorriso volta sorrir
cessam as dores, os dissabores,
a vida enfim, começa fluir.



11/03
Andrade Jorge

direitos autorais registrados
Fundação Biblioteca Nacional
Rio de Janeiro/Brasil

 
ANDRADE JORGE
Enviado por ANDRADE JORGE em 11/09/2006
Reeditado em 12/08/2009
Código do texto: T237550

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Sobre o autor
ANDRADE JORGE
Jundiaí - São Paulo - Brasil
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