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Mas isto não é solidão.


Dó-ime na lembrança os dias remotos,
insidiosos desejos de olhar a lua
a assobiar o desterro da madrugada.

Sinto ou finjo não sentir, o tempo passar,
opaco. pesado.
alheio ao viço das flores.
aos vestígios do sopro
das minhas quiandas prenhes de feitiços
iluminando a noite.

Nasci viageiro.
Saio do nada e volto para o nada.
Serei sempre daqueles que sempre partem,
deixando alguém
na melancolia das partidas.

Caminho sobre as «pedras da calçada» ânsias de retorno à beira mar,
esse espelho onde cristalizo vôos migradores,
melancolias de exílio.

A insatisfação corrói-me.


Manuel C. Amor.
Fev. 2006

Manuel C Amor
Enviado por Manuel C Amor em 11/09/2006
Código do texto: T237910

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Sobre o autor
Manuel C Amor
Horta - Açores - Portugal
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Manuel C Amor