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Anjo Apodrecido

“Out—out are the lights—out all!
And, over each quivering form,
The curtain, a funeral pall,
Comes down with the rush of a storm,
And the angels, all pallid and wan,
Uprising, unveiling, affirm
That the play is the tragedy, "Man,"
And its hero the Conqueror Worm
— Edgar Alan Poe, The Conqueror Worm”

Caído recostado ao relento
Jaz um anjo carcomido, morto
Sua lápide chora de tristeza
A fria obra da Humana natureza...
Sempre foi assim e será
Na lápide cinza estará
Cravado em carne rota
Onde mora uma Virgem morta...
E como és pálida, oh! virgem imortal
Despida na condição sepulcral
E tu, Anjo morto, que dissera
Que tu representara o fim de uma era
E cada verme a te roer as carnes pobres
São instantes venenosos e tão pobres...
Desejando a ti, sacro operário
Que na decomposição faz numerário
Estais a comer sozinho da antiga vida
Que outrora foste sacra e destemida...
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 12/09/2006
Código do texto: T238088

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 32 anos
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6 áudios (1607 audições)
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Fabio Melo