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Vento Norte

Desfaço compromisso,
arreio o pensar
na paisagem,
ou no próximo
que pede passagem;
desmnto minhas coisas
em praça pública;
rebuliço as crianças
com minhas quinquilharias.

Sou feliz por tentar.

Sou absorto e de rentidão.
Não faço por menos,
mas quando não
há milagres
tenho que
me retirar.

Sou compasso de flores,
jardins desfeitos pelo rústico
vento norte.

Mas ainda sou um pouco
de ser.
Tão difícil - só um louco!

Então, num soslaio de
esperança,
me arrumo de prumo
com vasto lastro de perfumes
e vou a procura dela.

Escondida am alguma
parte do corpo dela
fica o passado
- tão distante -,
camuflada de espíritos
das coisas do mundo.

E sei que não vou encontrar:
na minha vida só me
deparei com rastros, e
apanágios coloridos
de morte.

E sei que vou a tôa,
de rústico,sei lá,
com outra vida,
dispersa da minha !

E eu,de caduquice troiana,
vou pedir prá ficar;
ficar de momentos,
só, por um minuto,até!

Olhar pro rosto dela
e pensar -
um dia tive este castelo
e a maresia do destino
carregou prá outro vida.

Vida que me carregue!
Vida que me desfaça !
José Kappel
Enviado por José Kappel em 12/09/2006
Código do texto: T238317
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel