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Pobre Valentia

Vivo aventuras de príncipes,
sem ter condado,
vivo no arrojo de castelos
onde não buliçam rainhas.

E se me perguntam onde
estou, digo, por volta e meia,
sem voz prá gritar
sem aparência para comandar:

vivo esgueirando espíritos
a procura do meu!

E se quiser saber mais,
mais eu digo,
vivo um pouco dentro de
você, no denso de sua
alma
no arquejo de seus anseios.

Só percebe quem quer,
quem duvida não tem vez,
quem pergunta é prá saber,
se quero assim viver
é por pura ânsia de
dois medos.

E se um dia a gente
se esbarrar num encontro
casual,
lembre-se sempre de mim
como um espírito sem pátria,
que vagueia meia-porta
a procura de coisas
amadas.

E se a história é assim,
vivo nela sem parar,
esgueiroso
e valente:
e sei que um dia esta porta vai
e se abrir e
meu nome vai entrar
colado em suas mãos.

E ninguém pode ser assim
tão insensível
que não ouça meu brado
magoado
meu grito ardente,
mas valente !

José Kappel
Enviado por José Kappel em 12/09/2006
Código do texto: T238322
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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