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Antúrios silvestres vagam nos trilhos...

Antúrios silvestres vagam nos trilhos
Um índio espreita a Lua, pedindo bençãos
Orvalho latente nas ondas do rádio
Pulmão para tóxicos na safra da cebola
Uma estrada descendo o planalto para o interior
Vejo nos cabelos brancos, uma nota de adeus
Margem seca, outro Sol no caminho da cana

A vara que pesca está longe dos olhos
O fluir da vida, uma pilha de grãos
Quem te viu apolítico, passando do horário
Falsetes e requebros, bocaque rebola
Solidão nos campos, além e ulterior
Fica para a terra, somente para os teus
Vida que se viveu, ao azar uma banana!

Quando olho para essa terra, vejo o verde
Que se extensa, só não vejo aquele sorriso
Onde está Tio, a sua presença!
Para esse Lívio que agora se foi...

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 11/06/2005
Código do texto: T23862
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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