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Giramundo

Trago no rosto a marca da dor.
Tiro nas palavras o nectar da flor.
Vejo na parede foto amarelada,
Ouço no filme de Glauber a música de Gonzaga.
Um dolorido apelo à Terra  ressecada.

Permaneço prudente olhando na árvore.
O pássaro comendo o fruto que não apanhei.
Assisto impotente à injustiça na lei,
Sinto-me na solidão, qual um pombo rei!

Sinto no peito enorme lembrança,
Lamento desamparado o devaneio esquecido,
Vivo de saudade dos velhos tempos idos.
De repente sinto a ausência dos amores perdidos!

Jogo o confete e não acerto nada.
Vejo a paisagem e atravessando o mundo.
Perco-me no infinito, do sem-fim da estrada,
Desvaneço no mar mais profundo de agua parada.

Busco forças na fé do Criador.
Conto as horas cantando o amor.
Procuro no mapa, mas nas ruas me confundo,
Encontro você meu amor giramundo!
R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 12/09/2006
Reeditado em 13/09/2006
Código do texto: T238632
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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R J Cardoso