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Tese

Eu vivo em função do que eu conto
A mim mesma sobre as verdades que eu invento.
Talvez encontro-me no que leio
Já que é “vã a fé sem obras”.

Vou oscilando entre os espaços:
Céu/inferno, mar/deserto, berço/cova.
Na dialética das repetições: recorte
À luz da simbologia.

Sou aquela complexidade mórbida
Me tornando uma personagem-tipo
Pronta pra ser aplicada ao romance:
Os enganos são simples simulações.

Nessa vida histericamente horizontal
Eu sonhei, cresci, amadureci
E esqueci
Que os homens gostam de meninas.

Mas o que é o tempo,
Indaguei logo antes de dormir,
A mim que vivo a dar conselhos
A quem sempre morre antes da esperança?
Maria Clara Dunck
Enviado por Maria Clara Dunck em 13/09/2006
Código do texto: T239439

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Sobre a autora
Maria Clara Dunck
Goiânia - Goiás - Brasil, 30 anos
73 textos (4623 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 12:41)
Maria Clara Dunck