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Sem título(8)

Quando o dia se põe soalheiro

sento-me á minha janela,

e não entendo, porque sentiria mais forte

o sol do dia na rua.

Lá fora, o sol não é mais sol

que aquele que me inunda a casa!

Da minha janela, apanho o quinhão

de luz que me coube em sorte,

lá fora, grande era o risco de receber

mais do que mereço,

ser até fonte de inveja e de disputa.

Deixo o sol da rua brilhar para quem passa,

e são me alheias as lutas e guerras pelas claridades.

Sentado á minha janela

em dias soalheiros, leio um livro

ou finjo observar a vida que passa diante dos meus olhos,

por vezes conto os raios de sol que me visitam,

outras, deles faço uma harpa,

e componho uma tristeza desafinada.





          Dionísio Dinis.
Dionísio Dinis
Enviado por Dionísio Dinis em 13/09/2006
Código do texto: T239540

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Sobre o autor
Dionísio Dinis
Portugal, 54 anos
126 textos (5406 leituras)
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Dionísio Dinis