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INFLAMÁVEL

Bati na porta, surpresa,
Entre toalhas, manda esperar,
Os minutos vagam insanos
A minuteira se acende de novo
Mais um trago no cigarro
Fios soltos no ar sobram, espera,
Apenas um trinco separa
Como um vasto oceano o tempo
Ainda surpresa um vulto no olho mágico
Sim, ainda estancado na porta,
Uma única flor no vaso
Algumas na mão quase quebrando
Entre a raiva e o riso, nem um beijo,
A surpresa ainda choca,
O tinto que quase escorrega da mão
Entre tremores e suores, secura na boca,
Apenas um olhar
Humm! Muito bom, ufas...
Alguma esperança batendo no peito
O porque não ligou
É a pergunta imediata
Tanto tempo no mar, mareia as idéias,
Este marujo danado tenta se safar
Cálido, calado, teso & tenso,
Quase senta em cima das flores
Sente o ar triste da ausência
Desculpas... É melhor ficar calado
Tamanha é a vergonha que sente
Nem mesmo todos os versos pincelados
Dia a dia, seguram o nó em sua garganta,
Tinto no copo, outro cigarro,
Um olhar pedindo socorro
Você se levanta, o rosto duro,
Dancei bonito agora...

A bronca é grande, mas ainda vai te perdoar...

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 14/09/2006
Código do texto: T239806
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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