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Diferenças

Enquanto te calas aos meu apelos;
Aceito silenciosas promessas e
segredos,
Sucumbo nos desvios da tua fala,
No interlúdio vazio dos meus zelos.
 
Vivo os desertos do meu desvelo,
Onde cada dia tem seu próprio medo.
E tu, na alegoria das tuas emoções;
Permanece perdido em degredo
Pelos mares das tuas privações.
 
Se me coloco prostrada e aceito,
Sem restrições teus insigths fora de hora;
Tu rechassas aturdido meus mergulhos.
Enquanto esse bandido coração
Me devora,
Eu te encontro contrafeito,
Parado diante dos teus entulhos.
 
Eu resumo, eu assumo meus destroços,
E tu navegas nas águas revoltas;
Sentenciando o mundo inteiro,
Com tantos queixumes nossos
Teu barco de velas soltas,
Não tem o gosto verdadeiro,
Da liberdade que pregas em altos brados,
E nem a consciência exata do lugar de estar.
Me atenho aos preceitos educados,
E tu  te perdes no argumentar.
 
Água e azeite nossa união,
Que em cada dia somam rasuras.
É doentia essa sensação,
De aviar prévias censuras.
Como o sol é feito para o dia,
E para a noite foi dada a lua
Urgente se faz a minha alforria,
Nos passos da minha rua.
Angélica Teresa Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Almstadter em 12/06/2005
Código do texto: T24135

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Sobre a autora
Angélica Teresa Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 62 anos
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1 e-livros (247 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 14:22)
Angélica Teresa Almstadter