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Estátua de mim

Quase não
existem mais
risos
de puro
cristal,
nem abraços
de legítimo
algodão...
Fazem falta
também,
os toques
de seda
e perfumes
da recatada
alfazema,
casando-se
com a romântica
aspereza
do pinho silvestre.

Quase sumiram
de circulação
rosas roubadas
no caminho..
Porque infrações
inocentes
parecem não
causar tanta
emoção...
E atos ousados
de escalar
janelas, só
para vigiar
sonos e sonhos,
tudo isso
já é quase lenda...

Faz muita falta
também,
o assovio
debaixo da janela,
devoção do amor
que imagina
todo um mundo
de felicidade
atrás de uma cortina..
Faz falta o seresteiro
que surpreende,
a amada...e depois
o beijo roubado.
Faz falta...
não sei o que mais
nesse mundo pós-moderno...
OU, quem sabe,
parei no tempo..
como estátua
de sal, de pedra sabão..
e,na falta de mármore
e marfim...quem sabe
não sou apenas,
nostálgica estátua
de mim?

(escrito em 2005)
Mareluz
Enviado por Mareluz em 16/09/2006
Código do texto: T241597
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Sobre a autora
Mareluz
São José dos Campos - São Paulo - Brasil
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