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Apanho de mim


Não tenho muita paciência
para esperar os botões
das flores do jardim se abrirem.
Sou pessoa impulsiva,
e por isso imediatista também.

Já tenho uma experiência trágica
ao tentar ajudar
uma borboleta a nascer.
E mesmo assim está difícil
de aprender a paciência exercer.

Ao final de sua jornada a coitada
nunca conseguiu voar
pois em minha ansiedade
aleijei suas asas.

Tenho urgência.
De quê, também não sei.

Queria já saber o amanhã.
A hora seguinte,
o minuto por vir.

Sei, o tempo é tempo
e precisamos dar tempo
a ele de chegar.

Mas que fazer?
E como?
Preciso a paciência
exercitar.

Queria saber que
tanto lavrar de terra.
Queria saber que tanto
plantio de sementes.

E queria saber
que tipo de flores
vão nascer.
E até queria ouvir já hoje
o toque do clarim.

Essa sou eu.
Por isso,
por ser assim,
é que apanho
tanto de mim.
Maria
Enviado por Maria em 18/09/2006
Código do texto: T243013
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Sobre a autora
Maria
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
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