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À MARGEM DO RIO EU CHOREI

Tanto quanto a auto impossibilidade é a covardia com que
                              [se conduzem jogos pobres,
sanguinolentos sacrifícios que impossibilitam a reprodução
                                      [da própria fauna,
dorso abstrato sem alma armado com fuzis e escopetas,
apunhalando covardemente o inimigo indefeso inocente,
cuspindo no próprio prato que um dia já foi vazio,
tão vazio quanto e espírito oco, pobre, ignorante.

À margem do rio chorei e rezei pelas árvores infrutíferas,
para que Deus lhes dê luz e sabedoria pelo caminho
                                        [escolhido,
o qual é obscuro e hipócrita, como padres que pregam
                                  [regras cobiçando putas.
Que estas lágrimas sirvam de consolo para minha
                                        [inconseqüência,
e que meu talento de fazer qualquer coisa não seque neste
                                                  [cálice
de inveja e materialismo que os baús vertebrados abrigam.

Minhas lágrimas não são aflitas nem tão quão sinceras
quanto as preces que alimentam minha própria esperança,
singelas e solenes parecem irupções de ira que escorrem
                                            [pelos olhos,
alimentando a rebeldia inacabada por culpa do compromisso,
que obriga-me a suplicar sobre meu orgulho contundente,
e espremer o que penso nestes versos cépticos.

À margem do rio chorei e rezei pelo meu próprio destino
                       [dentre estas infrutíferas árvores.
Celso Godoi Neto
Enviado por Celso Godoi Neto em 18/09/2006
Código do texto: T243041

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Sobre o autor
Celso Godoi Neto
Porto União - Santa Catarina - Brasil
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Celso Godoi Neto