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APENAS

Depois que a linha do Equador ficar abaixo
Deixarei adormecidas mulheres
Mãe, filha, irmã, mofinas
Divinas.
Desperta muitos fusos além,
Em Atenas,
Uma gota de mim.
Gota do copo transbordante,
Gota que restou junto com o ar
Que não foi bebida,
Sorvida...
Águas que ficaram
São águas que me recusaram,
São águas que o corpo não pode percorrer,
Açudes traiçoeiros cujos braços meus não alcançam as margens
Cuja minha alma ignorada quando despida,
Desprovida de um consolo,
Sequiosa, só, permaneceu inerte....
Aos pés um mundo novo
Uma volúpia de mares, oceanos, fronteiriços
De um eu e de eu-mesmo
Id e Ego
Eros e Psiquê
Num despertar novo
Atenas
Apenas.


Divina Reis Jatobá
Enviado por Divina Reis Jatobá em 20/09/2006
Reeditado em 30/03/2007
Código do texto: T245022

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Sobre a autora
Divina Reis Jatobá
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 55 anos
289 textos (39970 leituras)
6 áudios (1218 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 06:31)
Divina Reis Jatobá