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Poema 0328 - Quando alma, sou você

Já não ouço o vento, que vento?
Não sei nada do tempo, da chuva,
não conheço e nem ao menos sei do paraíso,
tenho uma brisa leve entre o coração e os olhos.
 
Já não tenho mãos, não as sinto,
meus pés só seguem por um caminho,
estou adolescente depois de tantos anos...
Até quando? Seria injusto nos perdermos agora.
 
Estou vivendo entre um certo céu e a terra,
vejo as pessoas e não as reconheço,
apenas uma imagem invade os olhos
e alguns sentimentos que jamais vivenciei.
 
Estou vivendo entre as cores e dores,
meus prazeres são como anestesia,
aperto as mãos com outras ao meio,
este é o carinho que me descansa a alma.
 
Tenho me saciado em meus sonhos,
você é o sonho, a calma, o céu que antes falei,
também meu melhor inferno, meus pecados,
é a alma que deixou amar após o primeiro beijo.
 
15/06/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 14/06/2005
Código do texto: T24552
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas