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Povo Falante

dato o encontro.
dato a hora.

fico em pé.

encosto.

espero ela,
bem
desgostoso.

igual armado
em algum front.

mas o que vem
é só vento:
passa sem olhar.

fico
de olhar triste,
sem postura, fraco,
basto ! sem alento!

mas sei,
ela sabe,
naquela casa
já morei.

agora,
latejo palavras.
e peço por favor:

quando
chamarem o amor,
digam lá:

lá vai o homem
que de paixão
era todo
verdade.
 
verdade, um dia,
mentira noutro.

mas podem
me chamar
de
sozinho:

sou homem
rompante,
cheio de
belas fontes,
carinhoso,
que hoje
se abriga
no ontem.

mas,
e dói: -
ah! mas que
povo falante !
José Kappel
Enviado por José Kappel em 22/09/2006
Código do texto: T246268
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel