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Malpasso de Sol

Mal que passo,
mal que redobro,
mal de amor,
que me dobra.

Mal que vivo
dia sim, dia não,
da glória revivo:
de mãos dadas!
dúzias de vezes !

Dia que passa,
hora que atrasa,
dias sem horas,
minutos, em fila,
e só segundos tortos.

Se raio, esbanjo sua luz,
se procuro o que não acho
é às avessas.

Ao revés,
tudo plano,
igual gaivota
que, doce no ar,
resplande no céu
metrado.

Se atraso
sou perca das horas,
se adianto,
não resolve:
O amor tem hora certa.

Se perdi você foi você
e por coincidência:
duas estrelas,
bem abandonadas, se
chocaram
no mais alto dos céus.

Badeio lá pro norte
ela foi sugada pela morte.

E fiquei eu,
sem bandeira e alforje;
agora só sonhando:

Como, de mansinho,
acordar ela.

José Kappel
Enviado por José Kappel em 22/09/2006
Código do texto: T246462
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel