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Mulher de Ninguém

corro,
e imploro
ser louco,
para dela
entender.

uma hora
vira janelas,
outra,
dobra portas,
noutras,
grita efêmera
cadê meu
homem
de quatro
passos e duas
mentiras?

louca de amor
vive a a menina
largada à esmo
nas escadas
da paixão.

louca ficou,
de louco fico
eu.

de bom quero ser,
mas a dor
da pobre menina
é maior
do que a
uma flor
em véspera
de morte.

sinto todo
próximo,
o que dos céus
zeus me ensinou:
eu perdi a luz
e ela achou
a escuridão.

razão de homens,
vontade dos deuses,
sem perdão,
geme solidão,
no quarto
de meia-cama,
sem mais
ouro de brilho,
sem mais beijos
de doce com confeitos.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 23/09/2006
Código do texto: T247182
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel