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Candelabro

That sad answer, “Never – never more.”
                             (Edgar Allan Poe)


Já a primeira vez que foi a um
cemitério a mãe cobriu seus
olhos que choravam e sussurou:

– Nunca acenda velas em casa,
  que os espíritos acostumam
  e não raro nos acompanham –

Nunca mais acendeu
velas em casa, tinha era
medo dos espíritos.

Teceu-lhe a vida muitos passados,
outras passagens ao cemitério, das
últimas vezes já as trazia roubadas.

Nunca quis acender velas em casa,
tinha era medo dos espíritos. Teve
depois, muitos, muitos anos depois
medo da solidão. E acenderia estes
presentes: a gift to the ghosts, pois
os espíritos acostumam e, não raro,

nos acompanham.
Eduardo Lacerda
Enviado por Eduardo Lacerda em 15/06/2005
Reeditado em 27/03/2013
Código do texto: T24736
Classificação de conteúdo: seguro

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, criar obras derivadas, fazer uso comercial da obra, desde que seja dado crédito ao autor original (Citar autoria de Eduardo Lacerda, poema do livro Outro dia de folia (Editora Patuá, 2012)").
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Sobre o autor
Eduardo Lacerda
São Paulo - São Paulo - Brasil, 34 anos
32 textos (3117 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 00:38)
Eduardo Lacerda